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Imagem Jeannine Suarez - Gastroenterologia

Tratamento não farmacológico para a Síndrome do Intestino Irritável (artigo médico)

Em casos de Síndrome do Intestino Irritável é frequente recorrer-se a um tratamento farmacológico. Contudo, é preciso ter em conta que há outros fatores importantes que deve ter em consideração no que toca a melhorar os sintomas desta síndrome. A médica Jeannine Suárez Teran, profissional de gastroenterologia, fala-nos do tratamento não farmacológico para a SII.

Se lhe diagnosticaram Síndrome do Intestino Irritável (ou Síndrome do Colón Irritável), é importante saber que não existe um só tratamento possível para este problema, dado que se trata de um transtorno crónico, recorrente e de tipo funcional, cuja terapia depende da sintomatologia dominante.

Ou seja, os tratamentos não são curativos, mas têm como principal objetivo a remissão dos sintomas, concentrando-se em atuar em vários elementos para que o paciente possa atingir a melhoria clínica. Cada um desses elementos cumpre um papel fundamental e não deve ser negligenciado.

O tratamento não farmacológico da SII

Antes de começar, é crucial saber que a Síndrome do Intestino Irritável é um transtorno em que intervém o eixo intestino-cérebro, e que se desencadeia como uma resposta fisiológica ao stress crónico e às alterações do estado de ânimo. Assim, na SII estão envolvidas componentes psicológicas, imunológicas e neuroendócrinas.

Por este motivo, o êxito do tratamento depende do tipo de adesão e da motivação do paciente para cumprir todas as recomendações médicas e tomar certos medicamentos.

O tratamento não farmacológico do SII baseia-se em vários pilares. Conheçamo-los.

Alterações nos hábitos de vida e implementação de medidas higiénico-dietéticas gerais

Há diversos fatores associados à Síndrome do Intestino Irritável que deve ter em conta:

  • Evitar o consumo do álcool e do tabaco.
  • Respeitar os horários de sono, sendo que deve dormir entre 7 a 8 horas por noite.
  • Hidratar-se adequadamente, com pelo menos 8 copos de água por dia.
  • Restringir a ingestão de café, chás e refrigerantes.
  • Evitar gorduras saturadas, alimentos ultraprocessados, açúcares e refeições pré-feitas.
  • Evitar edulcorantes artificiais.
  • Limitar a ingestão de fibra (de acordo com o seu grau de intolerância) e também o consumo de frutas (ingerindo menos de três por dia). Contudo, é importante não fazer dietas de exclusão, isto é, não eliminar alimentos com lactose ou glúten, a não ser que o seu médico o prescreva.  
  • Respeitar os horários das refeições e tirar tempo para as realizar — pelo menos 20 minutos, mastigando lentamente —, num ambiente tranquilo.
  • Também é importante reservar tempo para a defecação e não reprimir o desejo de ir à casa de banho.
  • É aconselhável praticar entre 30 a 45 minutos de exercício físico por dia, adequando-o à sua condição física. 

Intervenções corpo-mente

É benéfico evitar situações de stress ou, se isso não for possível, mudar a forma como as enfrenta para minimizar o impacto que têm na sua saúde. Para isso, há várias terapias ou intervenções corpo-mente altamente recomendadas a pessoas com SII.

As que provaram ser eficazes como parte do tratamento não farmacológico do SII são:

  • A terapia cognitiva-comportamental. 
  • A hipnoterapia.
  • Técnicas de Biofeedback, para tratar problemas de disfunção motora anorretal, no caso da SII com obstipação e dificuldade na evacuação.

Outras terapias que podem ajudá-lo — embora os seus benefícios ainda não tenham sido corroborados por estudos científicos suficientes — são as terapias de relaxamento, respiração profunda, mindfulness, yoga e meditação.

Estas técnicas parecem ter um efeito positivo na regulação do funcionamento do sistema nervoso, ativam o nervo vago, melhoram os sintomas da ansiedade e a qualidade de vida.

Recomendações dietéticas específicas

Além das recomendações gerais que aqui descrevi, existem outras mais específicas que dão resposta às sensibilidades alimentares de cada pessoa.

Em causa pode estar:

  • Dieta sem glúten, ou mais especificamente sem trigo, já que a sintomatologia da SII pode mascarar uma sensibilidade não celíaca ao glúten.
  • Dieta livre de lactose.
  • Dieta baixa em alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso organismo (FODMAP). Ao longo dos últimos anos tem-se vindo a propor o possível benefício das dietas pobres em fruto-oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e açúcares poli-alcoólicos (FODMAP) fermentáveis. A dieta pobre em FODMAP restringe os alimentos que contêm frutose, lactose, oligossacaríadeos com frutose e galactose (frutanos e galactanos) e açúcares alcoólicos (sorbitol, manitol, xilitol e maltitol). Os FODMAP são mal absorvidos pelo intestino delgado, são muito osmóticos e as bactérias fermentam rapidamente. Uma dieta pobre em FODMAP mostra-se capaz de, a curto prazo, reduzir os sintomas gastrointestinais da SII em quase 70 % dos pacientes, e em particular diminuiu a dor e a distensão abdominal. É uma dieta restritiva que deve ser implementada durante um período de tempo limitado e sempre com o acompanhamento de um nutricionista.
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Suplementação

Há vários suplementos naturais que podem ajudar a tratar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável. Alguns deles são:

Fibra

Geralmente, recomenda-se o consumo de fibras solúveis (fibra de Ispagula, de Psílio ou metilcelulose), já que melhoram a sintomatologia em caso de obstipação. No entanto, em algumas pessoas a fibra solúvel pode exacerbar a distensão e a dor abdominal. 

Probióticos

Estes organismos vivos parecem ter um papel importante, uma vez que moldam as alterações na composição da microbiota intestinal associadas à SII. Está provado que pacientes com SII apresentam um desequilíbrio da microbiota, com diminuição de lactobacilos e de bifidobactérias. 

Os probióticos parecem melhorar a resposta mediada por células com o objetivo de regular a microbiota gastrointestinal e reduzir potencialmente a inflamação mucosa. Segundo diversos estudos, o consumo de probióticos mostra-se capaz de reduzir os sintomas gerais da SII —como a distensão abdominal e o meteorismo —, além de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Embora ainda não se tenha determinado qual é a dose mais eficaz, identificaram-se estirpes de probióticos especialmente benéficas para a SII. Numa metanálise de vários estudos científicos, observou-se que um grupo de estirpes como Bifidobacterium Breve, Bifidobacterium longum, o Lactobacillus acidophilus reduzem significativamente a dor abdominal típica da SII.

São suplementos seguros e de custo relativamente baixo. Há evidências de que, associados a um prébiótico, podem gerar benefícios no que concerne à manipulação de uma microbiota em disbiose intestinal.

Óleo de hortelã-pimenta

O óleo de hortelã-pimenta demonstrou ser eficaz no tratamento da distensão e dor abdominal.

Há também outros produtos que parecem trazer benefícios para a dor e distensão abdominal, embora não existam ainda estudos científicos suficientes que o possam confirmar. Alguns exemplos são o extrato de folha de alcachofra e a curcuma (açafrão).

Em suma, o tratamento da SII é um tratamento complexo e individualizado, que requer paciência, e durante o qual o paciente deve seguir todas recomendações que aqui listei, além de ingerir os medicamentos prescritos pelo seu médico, com uma equipa multidisciplinar e especializada no tema sempre perto de si.

Referencias:

  1. Ortiz-Lucas M, Tobias A, Saz P, Sebastian JJ. Effect of probiotic species on irritabe síndrome bowel síndrome symptoms: a bring up to date meta-analysis. Revista Española de Enfermedades digestivas. 2013; 105 (1)19-36.
  2. ACG Clinical Guideline: Management of Irritable Bowel Syndrome Am J Gastroenterol 2020;00:1–28. https://doi.org/10.14309/ajg.0000000000001036

Conteúdo revisto pela equipa de nutricionistas dos Laboratórios Niam. Este artigo é informativo e não substitui a consulta a um médico ou especialista.

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Médica especialista em Gastroenterologia, Endoscopia digestiva e nutrição.
A Dra. Jeannine Suárez Teran, é gastroenterologista e promove a saúde digestiva através do seu perfil no Instagram: @Bienestar_digestivo . As suas especialidades são o bem-estar digestivo e as intolerâncias alimentares.

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