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Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP): Sintomas, diagnóstico e tratamento.

ginecologista

Neste artigo, a ginecologista Elena Pushina, explica o conceito da Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), assim como os sintomas e o tratamento que deve ter em conta.

O que é a Síndrome de Ovários Poliquísticos?

A Síndrome do Ovário Poliquístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de pequenos quistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho.

É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, os problemas com pele, peso e pode causar infertilidade.

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A causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo e desequilíbrio hormonal.

A SOP em si atinge de 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela costuma surgir quando a hipófise, a glândula que regula a produção hormonal, acaba estimulando a liberação em excesso de andrógenos, os hormônios masculinos.

Com isso, o amadurecimento dos óvulos, processo que ocorre todo mês, é comprometido. Quando a célula reprodutiva feminina não se desenvolve como deveria, vira um folículo enrijecido, que fica preso na região. É o famoso quisto no ovário.
Portanto, aglomeração de quistos– em conjunto com o excesso de hormonas masculinos – pode impedir a formação de óvulos saudáveis e, consequentemente, alterar ou interromper o ciclo menstrual, levando à infertilidade. O aumento de andrógenos provoca ainda, entre outros sintomas, o aparecimento de acne e pelos no rosto.

Por trás da síndrome do ovário poliquístico muitas vezes está a resistência à insulina, hormona fabricado pelo pâncreas e responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue. É que o desequilíbrio nessa produção pode desencadear o diabetes tipo 2. E os níveis de glicose muito elevados prejudicam os ovários, que passam a gerar mais andrógenos do que estrógenos, os hormonas femininos.

Quais são os Sintomas da SOP?

Hiperandrogenismo Clínico
O hiperandrogenismo característico da SOP pode se expressar clinicamente de diversas formas.

Hirsutismo
Um dos principais indicadores clínicos do excesso de androgênio, principalmente do excesso de di-hidrotestosterona (DHT), é a presença do hirsutismo, ou seja, o aparecimento de pelos em regiões normalmente glabras das mulheres (face, tórax, periareolar, glúteos, região inferior do abdome e parte superior do dorso).

Acne
Diante do excesso de DHT, também há aumento da secreção das glândulas sebáceas da pele, contribuindo para hipersecreção sebácea e acne. Aproximadamente 1/3 das mulheres com SOP apresenta acne de forma persistente, sendo esse um motivo importante de piora de qualidade de vida nessas pacientes.

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Alopecia Androgênica
A alopecia androgênica é comum em homens e rara em mulheres. O meio hiperandrogênico determina a involução dos folículos pilosos na fronte, muito embora também haja uma predisposição genética para seu acontecimento. Assim, mulheres com tal predisposição em associação com a hipersecreção androgênica podem apresentar esse tipo de alopecia. Estudo recente mostrou que, em 67% das vezes, as mulheres com alopecia androgênica tinham diagnóstico de SOP.

Irregularidade Menstrual
A irregularidade menstrual é a principal característica clínica da SOP. Em uma das maiores séries de casos já publicadas sobre a doença, Balen et al. avaliaram, em 1995, 1.871 mulheres com pelo menos um dos sintomas da síndrome. Nesse trabalho, os autores observaram que 70% das pacientes tinham oligomenorreia (ciclo menstrual com intervalo superior a 35 dias), e 20% delas apresentavam amenorreia. Além disso, alguns autores mostram que aproximadamente 85 a 90% das mulheres com oligomenorreia têm diagnóstico de SOP. Ou seja, a maioria das pacientes com SOP apresenta ciclo menstrual anormal, caracterizado por atrasos menstruais cíclicos causados pela anovulação crônica.

Obesidade
Vários trabalhos mostram que 35 a 50% das mulheres com a síndrome têm sobrepeso (índice de massa corpórea (IMC) > 25) ou são obesas (IMC > 30). Portanto, devemos estar atentos ao fato de que a obesidade não é uma condição sine qua non. A adiposidade abdominal é o tipo mais comum, com aumento importante do índice cintura-quadril. Nesse tipo de obesidade, há aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2. De fato, 30% das mulheres obesas com SOP têm diagnóstico de intolerância à glicose com consequente hiperinsulinemia compensatória, e, após os 40 anos de idade, aproximadamente 7,5% dessas pacientes vão desenvolver diabetes. Além disso, a obesidade central aumenta em 7 vezes o risco de desenvolvimento de infarto do miocárdio e outras doenças relacionadas à aterosclerose.

Acantose nigricans
A acantose nigricans é uma rara lesão cutânea que ocorre mais frequentemente nas axilas, nas dobras da pele e na nuca. Ela se manifesta por aumento de pigmentação e por papilomatose. Está presente em aproximadamente 3% dos casos com SOP, sendo mais comum nas adolescentes com a síndrome. A ocorrência dessa lesão decorre da hipersecreção de insulina compensatória à resistência desse hormona provocada pelo excesso de aporte glicêmico, tão comum na obesidade.

Infertilidade
Os problemas reprodutivos da SOP se relacionam tanto à dificuldade de engravidar, secundariamente à anovulação crônica, quanto a abortamento de repetição. Se uma população infértil for avaliada, a SOP será a principal causa de anovulia, representando aproximadamente 75% dos casos. Além disso, a prevalência da síndrome em pacientes com abortamento habitual também é alta. Sendo assim, a síndrome dos ovários poliquísticos é um dos diagnósticos mais comuns em casais inférteis.

Como diagnosticar a Síndrome do Ovário Poliquístico?

A Síndrome do Ovário Poliquístico pode ser diagnosticado através:

  • Avaliação médica
  • Avaliação analítica 
  • Ecografia ginecológica ( é melhor que vai ser realizada pelo ginecologista)

O diagnóstico de síndrome do ovário poliquístico costuma se basear nos sintomas.
Realizar exames de sangue para medir as concentrações hormonais e doseamento de insulina.
A ecografia é feita para ver se os ovários têm muitos pequenos quistos .É possível que uma ecografia transvaginal seja realizada para verificar quanto à presença de alterações nos ovários. 

Em mulheres com essa síndrome, o médico mede a pressão arterial também costuma medir os níveis sanguíneos de glicose e de gorduras (lípidos ), por exemplo, o colesterol, para tentar detectar a presença de síndrome metabólica, que aumenta o risco de ter doença arterial coronária.

Fisiopatologia da Síndrome dos Ovários Poliquísticos

A produção hipofisária de gonadotrofinas (LH e FSH) é um evento fundamental para a função reprodutiva. Para que a hipófise produza e libere essas hormonas, ela depende da estimulação realizada pela hormona liberador de gonadotrofinas (GnRH). A secreção pulsátil dessa substância é necessária para manter a liberação normal do FSH e do LH, enquanto uma liberação contínua do GnRH leva à supressão da secreção das gonadotrofinas. Modificações na pulsatilidade de liberação do GnRH influenciam o nível de secreção das duas gonadotrofinas. Dessa forma, quando há pulsatilidade mais lenta, há predomínio da secreção de FSH. Quando ela é mais rápida, predomina a liberação de LH.

Alguns estudos sugerem que, nas pacientes com SOP, há tônus diminuído de secreção de opioides e dopamina, o que resultaria em aumento de frequência de pulsos de GnRH e, consequentemente, secreção exacerbada de LH em relação ao FSH. Além disso, os estrogênios diminuem a atividade de enzimas proteolíticas que degradam o GnRH. Assim, quando há o hiperestrogenismo, facilitado pelo excesso de aromatização no tecido gorduroso e típico de pacientes com SOP, pode haver aumento da biodisponibilidade de GnRH, o que novamente leva à liberação de níveis elevados de LH em detrimento do FSH.

A SOP engorda? tem cura?

Sim, pode acontecer, pois a mulher com SOP tem mais tendência a engordar.

Na maioria das situações de SOP, o prognóstico é bom. Dependendo da situação, uma avaliação com o seu médico pode determinar o diagnóstico correto e delinear um plano de tratamento, que depende do caso, nomeadamente se pretende engravidar.

Síndrome dos Ovários Poliquísticos: tratamento

Cerca de 40%-50% das mulheres com SOP são obesas (possuem excesso de peso). Fazer uma dieta adequada (alimentação saudável) e praticar exercício físico de forma regular podem melhorar muito, e até resolver, algumas das consequências da síndrome, como a subfertilidade. A perda de peso pode levar, só por si ou associada a medicação, a um reinício de ciclos ovulatórios (menstruações regulares). Por este motivo, e se uma gravidez não for desejada, está indicado um aconselhamento com o médico acerca de contraceção eficaz (como tomar a pílula), pois a fertilidade pode aumentar.

A perda de peso pode ser considerada uma medida desejável por vários motivos, pelo que deve ser procurada, mesmo que não resolva completamente as queixas. Entre 5 a 10% de perda de peso traz, muitas vezes, mudanças significativas no perfil hormonal.

Tratamento Médico

Uma simples pílula anticoncecional combinada pode controlar os sintomas de androgenismo. Em mulheres obesas com mais de 40 anos (ou fumadoras), no entanto, é melhor que o seu uso seja aconselhado por um médico. Alternativas poderão ser um sistema intrauterino com progestativo (hormona) e uma pílula com progestativos apenas, ou mesmo o uso durante alguns dias do mês de um progestativo. Qualquer destes tratamentos tem a vantagem de controlar a espessura endometrial, prevenindo o aumento exagerado e prolongado dessa camada do útero (hiperplasia do endométrio).

A metformina é um medicamento (ou remédio) que poderá ser uma opção para melhorar o perfil hormonal e reiniciar ovulação, sendo mais eficaz em conjunto com medidas gerais (emagrecimento e/ou indutores de ovulação). O seu papel é limitado e deve ser sempre aconselhada por um médico. A metformina por si só não emagrece, mas pode ajudar a emagrecer, com dieta e exercício físico.

Dependendo das queixas e quadro clínico, o seu médico poderá propor estes e outros medicamentos (ou remédios). De uma forma geral, havendo história de infertilidade e indicação para uso de fármacos indutores de ovulação, este uso deve ser monitorizado por um médico com experiência em infertilidade.

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Contém um alto teor de D-Chiro-Inositol (475mg) que contribui para equilibrar os níveis hormonais, reduzindo os níveis de androgénios que estão anormalmente elevados em mulheres com a Síndrome dos Ovários Poliquísticos.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação) da síndrome do ovário poliquístico deve ser reservado para casos em que as medidas gerais e tratamento médico falham. O tratamento cirúrgico pode repor os ciclos menstruais, mas incorre nos riscos inerentes a uma videolaparoscopia, apesar de simples. Este tratamento cirúrgico, habitualmente realizado por laparoscopia, sob anestesia geral, é baseado na destruição, parcial, do tecido ovárico por meio de energia elétrica/térmica (Drilling ovárico). Deve ser criteriosamente ponderado o diagnóstico e indicações para este tipo de cirurgia, dados os riscos de redução da reserva ovárica quando mal planeada ou executada. Nos casos refratários às outras medidas pode ser uma opção viável.

A cirurgia de ovário poliquístico tem poucas complicações, e espera-se uma recuperação rápida. 

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Ginecologista/Obstetra

Licenciada em Medicina, trabalha atualmente como Ginecologista/Obstetra no Hospital St. Louis, Lisboa.

Linkedin: Elena Pushina

FORMAÇÃO

1994 - 2000 Pós-graduação Lato Sensu - Especialização, Programa de Residência Médica - Obstetrícia e Ginecologia 1988 - 1994 - Licenciatura, Medicina

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Ginecologista/Obstetra Hospital St. Louis · Jornada parcial oct. 2020 - actualidade · 1 ano 8 meses - Lisboa, Portugal

Ginecologista/ Obstetra CUF - Hospitais e Clínicas · Jornada completa mar. 2021 - actualidade · 1 ano 3 meses Cascais, Lisboa, Portugal

Clínico geral Hospital Garcia de Orta, EPE · Jornada completa jun. 2017 - jul. 2020 · 3 anos e 2 meses - Almada, Setúbal, Portugal

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